sexta-feira, 26 de junho de 2015




Quantas pessoas caminham na
 minha direcção? Quantas me 
descobrem por entre a multidão
 e pousam os seus olhos inteiros 
nos meus olhos? Podia acreditar 
 que entre elas está o homem que
 trocaria comigo os dedos sobre a 
mesa, uma palavra que fosse gomo 
de laranja e poema, o corpo aceso
 sob o lençol cansado de mais um 
dia. Mas quantos destes rostos de 
pedra que me cercam escondem o 
 seu pelas ruas desta tarde? Quantos 
nomes de acaso e de silêncio terei
 eu de escutar para descobrir o seu 
 no meu ouvido? Quantas pessoas
 caminham contra mim? 






 Maria Do Rosário Pedreira